
A participação de jovens e idosos nas eleições presidenciais de 2026 chama a atenção e ajuda a compreender as mudanças no perfil do eleitorado brasileiro. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, os dois grupos apresentaram redução na abstenção em comparação com as eleições de 2022. O segundo turno, realizado neste domingo (25), volta a destacar a importância da participação de eleitores para quem o voto é facultativo.
Entre as pessoas com 70 anos ou mais, aproximadamente 8,77 milhões compareceram às urnas no primeiro turno de 2026, diante de cerca de 6,13 milhões em 2022. O crescimento foi de aproximadamente 43%. Além disso, a proporção de idosos que votaram passou de cerca de 41,2% para 50,8% do total de eleitores aptos nessa faixa etária.
Os números indicam uma mudança importante: em 2026, mais da metade dos eleitores com 70 anos ou mais participou da votação no primeiro turno, algo que não acontecia desde 2014, segundo levantamento citado em publicações sobre o tema.
Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, a tendência também foi de maior participação proporcional. A taxa de abstenção caiu de 17,11% em 2022 para 12,68% em 2026, uma redução de aproximadamente 4,4 pontos percentuais. Isso significa que uma parcela maior dos jovens aptos a votar compareceu às urnas neste ano.
Apesar desse avanço, o número de adolescentes aptos a votar diminuiu. Em 2026, aproximadamente 1,6 milhão de brasileiros de 16 e 17 anos estavam inscritos para participar das eleições, contra cerca de 2,12 milhões em 2022. A diferença reforça o desafio de estimular o alistamento eleitoral entre os mais jovens.
No grupo dos idosos, por outro lado, o total de eleitores aptos aumentou. Em 2026, havia aproximadamente 17,25 milhões de pessoas com 70 anos ou mais aptas a votar, diante de 14,89 milhões em 2022. O envelhecimento da população brasileira também contribui para ampliar a presença dessa faixa etária no eleitorado.
É importante lembrar que o voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos e para pessoas com mais de 70 anos. Aos 18 anos, passa a ser obrigatório, respeitadas as demais exceções previstas na legislação eleitoral.
E como foi a participação desses grupos no segundo turno? Para responder com precisão, é necessário consultar os dados consolidados de comparecimento por faixa etária. O resultado geral da votação, por si só, não permite determinar quantos jovens e idosos efetivamente compareceram.
A comparação com eleições anteriores também exige cuidado. Embora a participação geral costume variar entre o primeiro e o segundo turno, somente os números específicos de cada faixa etária permitirão afirmar se jovens e idosos ampliaram ou reduziram sua presença nas urnas em 2026.
Acompanhar esses indicadores é importante para compreender o envolvimento de diferentes gerações com a democracia brasileira e identificar os desafios para ampliar a participação eleitoral em todas as idades.