Domingo, 25 de Outubro de 2026
27°C 31°C
Recife, PE

Segundo turno de 2026 registra 413 ocorrências de crimes eleitorais no Brasil

Balanço do Ministério da Justiça aponta 43 prisões em flagrante até as 17h deste domingo; violação do sigilo do voto lidera os registros

André Rossanez
Por: André Rossanez
25/10/2026 às 19h32
Segundo turno de 2026 registra 413 ocorrências de crimes eleitorais no Brasil
Foto: Divulgação

O segundo turno das Eleições 2026 registrou 413 ocorrências de crimes eleitorais em todo o Brasil até as 17h deste domingo, 25 de outubro, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No mesmo período, foram contabilizadas 43 prisões em flagrante e 68 pessoas conduzidas pelas forças de segurança. Os dados fazem parte do monitoramento nacional realizado durante a votação e mostram a atuação das autoridades para identificar e apurar possíveis irregularidades eleitorais.

Entre as ocorrências registradas, a violação ou tentativa de violação do sigilo do voto apareceu como a infração mais frequente, com 149 casos. Na sequência, foram contabilizadas 58 ocorrências de boca de urna, 39 registros de propaganda eleitoral irregular e outros 40 casos classificados como crimes eleitorais diversos.

Os números foram reunidos pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a partir das informações das forças de segurança que atuaram durante o segundo turno. Como o levantamento corresponde a um horário específico, os dados podem sofrer alterações com a atualização dos registros e a conclusão dos procedimentos policiais.

Minas Gerais liderava o número de ocorrências, com 50 registros, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 47. Goiás aparecia na sequência, com 28 casos, enquanto Mato Grosso contabilizava 26 e a Paraíba, 24. Santa Catarina registrava 22 ocorrências, e o Paraná, 18. Os dados demonstram que os registros foram distribuídos por diferentes estados brasileiros durante a votação.

O balanço também apontou a apreensão de quatro veículos e de R$ 1.897 em dinheiro. As medidas adotadas pelas autoridades fazem parte das ações de fiscalização e segurança realizadas para preservar a regularidade do processo eleitoral e permitir que os eleitores exerçam seu direito ao voto.

A Polícia Federal também divulgou informações próprias sobre a atuação durante o segundo turno. Até as 15h deste domingo, a corporação havia instaurado dois inquéritos policiais e lavrado 31 termos circunstanciados de ocorrência para apurar possíveis crimes eleitorais. No mesmo período, 41 pessoas haviam sido conduzidas, e 11 ocorrências de possíveis flagrantes estavam em andamento. Entre as situações investigadas estavam a propaganda eleitoral irregular e a violação do sigilo do voto.

Os dados da Polícia Federal e do Ministério da Justiça possuem horários de atualização e critérios próprios. Por isso, os números divulgados pelos dois órgãos não devem ser somados automaticamente, pois podem existir registros relacionados aos mesmos acontecimentos.

Entre as condutas que podem configurar crimes eleitorais estão a compra de votos, a boca de urna, determinadas formas de propaganda irregular e a violação do sigilo da votação. A legislação brasileira também prevê punições para comportamentos que tentem impedir ou constranger o eleitor no exercício de seu direito.

A boca de urna é proibida no dia da eleição e pode resultar em responsabilização conforme as circunstâncias do caso. Já o sigilo do voto é uma garantia fundamental do processo eleitoral. A proibição de utilizar equipamentos capazes de registrar imagens na cabine de votação busca proteger a liberdade de escolha e impedir que o eleitor seja pressionado a comprovar seu voto.

É importante ressaltar, entretanto, que o registro de uma ocorrência não significa que o crime tenha sido definitivamente comprovado. Prisões em flagrante, conduções a delegacias e investigações são procedimentos distintos de uma condenação judicial. Cada caso precisa ser analisado pelas autoridades competentes, respeitando as provas, o direito de defesa e as regras legais.

O acompanhamento das ocorrências eleitorais permite compreender os desafios enfrentados pelas forças de segurança durante uma votação de alcance nacional. Com o encerramento do segundo turno, a atualização dos dados poderá oferecer um panorama mais completo das infrações registradas e dos procedimentos instaurados.

Até a divulgação de um balanço definitivo, os números devem ser tratados como parciais e associados aos horários informados pelas autoridades. O levantamento final ajudará a dimensionar a atuação das forças de segurança e os principais tipos de irregularidades identificados nas Eleições 2026.

André Rossanez
André Rossanez
É Jornalista há 10 anos e criador do Portal Me Gusta. Colunista do Brazil Em Evidência, escreve sobre música e entretenimento com foco em análises, novidades e bastidores da cena cultural.
Ver notícias
Economia
Dólar
R$ 4,97 -0,03%
Euro
R$ 5,56 -0,11%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 420,994,91 -1,65%
Ibovespa
205,082,56 pts 0.47%