
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou veementemente qualquer desfalque na frota de ônibus urbanos da capital paulista durante a realização do segundo turno das Eleições 2026, neste domingo (25). Em pronunciamento oficial sobre o funcionamento dos serviços públicos na capital, o gestor paulistano afirmou que o sistema operou com capacidade reforçada para garantir o deslocamento gratuito dos eleitores até as seções eleitorais.
A declaração do prefeito contrapõe-se a relatos de passageiros e a uma nota da própria São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pela gestão do sistema de ônibus municipal. Em comunicado, a autarquia admitiu a existência de "desafios operacionais pontuais" ao longo da jornada, mencionando retenções no tráfego causadas por tempestades em determinadas regiões da cidade e ajustes no intervalo das linhas com maior demanda de passageiros.
A controvérsia sobre a disponibilidade do transporte coletivo gerou questionamentos de coligações adversárias, que cobraram explicações e fiscalização ostensiva da Justiça Eleitoral sobre a circulação nas periferias. Por outro lado, a prefeitura sustentou que a frota programada para este domingo seguiu o planejamento padrão de dias úteis com tarifa zero, conforme prevê a normatização para datas de pleito eleitoral.
“O sistema de transporte coletivo de São Paulo operou com frota cheia e total gratuidade para assegurar que todo cidadão exerça seu direito de voto com tranquilidade em qualquer região da nossa capital”, defendeu o prefeito ao responder sobre as queixas registradas durante o dia de votação.
O acompanhamento dos terminais e da frequência dos veículos continua a ser monitorado pela Justiça Eleitoral de São Paulo e pelos órgãos de fiscalização de trânsito até o encerramento do recebimento dos votos. O fluxo nas vias paulistanas deve se normalizar progressivamente com a conclusão da votação.