
O primeiro turno das Eleições 2026 terminou neste domingo (4) com centenas de ocorrências registradas pelas forças de segurança em todo o país. Segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram contabilizadas 646 ocorrências até as 17h, das quais 593 foram classificadas como crimes eleitorais.
Entre os crimes eleitorais registrados, a boca de urna apareceu entre os principais casos, representando 27,9% das ocorrências. A prática consiste em tentar influenciar o eleitor a votar em determinado candidato, partido, federação ou coligação no dia da votação. A legislação permite apenas a manifestação individual e silenciosa da preferência política.
O número chama atenção porque, ainda pela manhã, o Ministério da Justiça havia contabilizado 19 ocorrências de boca de urna em todo o país. Naquele momento, eram 214 ocorrências gerais e 175 crimes eleitorais registrados.
Em São Paulo, a Polícia Militar informou que 34 pessoas haviam sido detidas ou apreendidas em ocorrências relacionadas às eleições. A maior parte dos registros estava ligada à prática de boca de urna.
Em Franca, por exemplo, uma mulher foi encaminhada ao Distrito Policial sob suspeita de distribuir material de campanha próximo a uma escola. Segundo o registro, ela teria informado que receberia R$ 100 pelo serviço. Na capital paulista, três pessoas foram detidas por suspeita de boca de urna na zona sul.
Crime de boca de urna é diferente de pesquisa de boca de urna
Apesar do nome semelhante, crime de boca de urna e pesquisa de boca de urna são situações completamente diferentes.
No crime eleitoral, alguém tenta convencer ou influenciar eleitores durante o período de votação. Já a pesquisa de boca de urna é um levantamento estatístico realizado com eleitores depois que eles deixam o local de votação, com o objetivo de estimar o resultado da eleição.
Nas Eleições 2026, não houve pesquisa de boca de urna para a disputa presidencial no primeiro turno. A apuração oficial começa após o encerramento da votação, às 17h, permitindo que os resultados sejam acompanhados diretamente pela totalização oficial.
Os números das ocorrências ainda podem ser atualizados pelas autoridades. O balanço final deverá apresentar um retrato mais completo das infrações registradas durante o primeiro turno das Eleições 2026.