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Marcel van Hattem critica decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou votação do segundo turno

Deputado federal apontou interferência no calendário eleitoral e questionou a alteração do horário de encerramento das urnas no país

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO
25/10/2026 às 17h53
Marcel van Hattem critica decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou votação do segundo turno
Deputado Marcel van Hattem critica prorrogação do horário de votação autorizada pelo STF - Foto: Divulgação

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) manifestou duras críticas à decisão monocrática proferida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país até as 19h no fuso oficial de Brasília. A declaração do parlamentar gaúcho ocorreu no fim da tarde deste domingo (25), logo após a divulgação da medida cautelar que paralisou temporariamente a totalização dos votos da disputa do segundo turno.

Ao comentar o posicionamento do magistrado do STF, o congressista questionou a intervenção jurisdicional sobre as regras do processo eleitoral estipuladas para a data do pleito. Van Hattem ressaltou o histórico do ministro na advocacia antes de sua indicação ao Supremo e argumentou que a modificação de última hora sobre o funcionamento das seções eleitorais gera insegurança jurídica e instabilidade na reta final do processo de apuração dos boletins de urna.

A reação do parlamentar insere-se na mobilização de lideranças da oposição, que passaram a apontar ingerência do Judiciário sobre o fluxo estabelecido pela legislação para a votação e contagem dos votos. As críticas ganharam repercussão em plataformas digitais e canais de comunicação política, dividindo opiniões entre apoiadores e adversários sobre os efeitos práticos da prorrogação decretada pela Suprema Corte.

“Esse Cristiano Zanin, que é ex-advogado e indicado por Lula, está agora intervindo no processo eleitoral para estender o horário de votação no meio do dia do pleito, gerando instabilidade na reta final da apuração”, declarou o parlamentar gaúcho ao reprovar publicamente os fundamentos apresentados na decisão judicial.

Apesar dos questionamentos levantados por parlamentares de oposição, a determinação proferida no âmbito da Suprema Corte segue em cumprimento obrigatório pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Os sistemas de totalização mantêm a apuração congelada até o novo horário fixado para o encerramento definitivo do recebimento dos votos em todo o território nacional.