
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) manifestou duras críticas à decisão monocrática proferida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em todo o país até as 19h no fuso oficial de Brasília. A declaração do parlamentar gaúcho ocorreu no fim da tarde deste domingo (25), logo após a divulgação da medida cautelar que paralisou temporariamente a totalização dos votos da disputa do segundo turno.
Ao comentar o posicionamento do magistrado do STF, o congressista questionou a intervenção jurisdicional sobre as regras do processo eleitoral estipuladas para a data do pleito. Van Hattem ressaltou o histórico do ministro na advocacia antes de sua indicação ao Supremo e argumentou que a modificação de última hora sobre o funcionamento das seções eleitorais gera insegurança jurídica e instabilidade na reta final do processo de apuração dos boletins de urna.
A reação do parlamentar insere-se na mobilização de lideranças da oposição, que passaram a apontar ingerência do Judiciário sobre o fluxo estabelecido pela legislação para a votação e contagem dos votos. As críticas ganharam repercussão em plataformas digitais e canais de comunicação política, dividindo opiniões entre apoiadores e adversários sobre os efeitos práticos da prorrogação decretada pela Suprema Corte.
“Esse Cristiano Zanin, que é ex-advogado e indicado por Lula, está agora intervindo no processo eleitoral para estender o horário de votação no meio do dia do pleito, gerando instabilidade na reta final da apuração”, declarou o parlamentar gaúcho ao reprovar publicamente os fundamentos apresentados na decisão judicial.
Apesar dos questionamentos levantados por parlamentares de oposição, a determinação proferida no âmbito da Suprema Corte segue em cumprimento obrigatório pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Os sistemas de totalização mantêm a apuração congelada até o novo horário fixado para o encerramento definitivo do recebimento dos votos em todo o território nacional.