
Erika Hilton, do PSOL, alcançou neste domingo, 4 de outubro, a maior votação já registrada por uma mulher em uma eleição para a Câmara dos Deputados no Brasil. Com 88,52% das urnas apuradas em São Paulo, a deputada federal tinha 1.406.671 votos e ultrapassou a marca que pertencia a Joice Hasselmann desde 2018. O resultado também garantiu a reeleição de Erika para a Câmara dos Deputados.
O recorde anterior era de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos na eleição de 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo. Com a votação registrada em 2026, Erika superou essa marca em mais de 300 mil votos, ainda durante a apuração parcial no estado.
A votação também representa um crescimento expressivo em relação à primeira eleição de Erika para a Câmara. Em 2022, ela recebeu 256.903 votos e foi eleita para o primeiro mandato como deputada federal. O resultado de 2026 representa mais de cinco vezes a votação obtida quatro anos antes.
Apesar de ter alcançado o maior número de votos entre as mulheres que disputaram uma vaga na Câmara em 2026, Erika aparecia na segunda posição entre os candidatos a deputado federal em São Paulo no momento da apuração considerada. Lucas Pavanato, do PL, tinha mais de 2,7 milhões de votos e estava à frente no estado. Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira também registrava votação superior à da deputada.
A disputa para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional. Nesse modelo, as cadeiras da Câmara são distribuídas de acordo com a votação dos partidos e federações, considerando também o desempenho individual dos candidatos. Por isso, o número de votos de uma candidatura não determina sozinho a quantidade de cadeiras conquistadas por uma legenda ou federação.
Erika Hilton foi eleita vereadora de São Paulo em 2020, quando recebeu 50.508 votos e ficou como a mulher mais votada daquela eleição na capital paulista. Em 2022, chegou à Câmara dos Deputados e passou a integrar a legislatura iniciada em 2023. Segundo a Câmara dos Deputados, ela é natural de Franco da Rocha, em São Paulo, e integra a federação formada por PSOL e Rede.
Durante o mandato iniciado em 2023, Erika ocupou funções de liderança e participou de diferentes atividades legislativas. Em março de 2026, foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Segundo a própria Casa, ela se tornou a primeira mulher trans a presidir o colegiado.
Na eleição deste domingo, 4 de outubro, a apuração dos votos para deputado federal começou às 17h, no horário de Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral informou que os resultados são divulgados à medida que os Boletins de Urna são recebidos e processados pela Justiça Eleitoral.
O desempenho de Erika em 2026 estabelece, portanto, um novo recorde de votação feminina para a Câmara dos Deputados. A totalização dos votos ainda estava em andamento no momento dos dados utilizados nesta matéria, mas a marca já havia superado oficialmente o recorde anterior durante a apuração.