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Crédito supera R$ 7 trilhões e amplia mercado financeiro no país

Carteira para pessoas físicas cresce mesmo com juros elevados e fortalece serviços de intermediação fora dos grandes centros

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO
10/09/2026 às 23h30
Crédito supera R$ 7 trilhões e amplia mercado financeiro no país
Mercado de crédito supera R$ 7 trilhões no Brasil, enquanto expansão de serviços financeiros e franquias amplia presença fora dos grandes centros - Foto: Divulgação

Editoria: Economia

O mercado de crédito brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 7,4 trilhões em operações no Sistema Financeiro Nacional, segundo dados do Banco Central. O saldo representa crescimento de 9,7% em 12 meses e mostra que a demanda por recursos continua avançando mesmo diante de um cenário de juros elevados.

Entre as pessoas físicas, o crescimento foi ainda maior. A carteira chegou a R$ 4,6 trilhões, alta de 10,8% em 12 meses. Considerando apenas o crédito com recursos livres destinado às famílias, o saldo alcançou R$ 2,5 trilhões em junho, avanço de 11,2% no período.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do mercado e também acompanham a expansão de empresas especializadas na intermediação de produtos financeiros. A movimentação ocorre inclusive fora dos grandes centros urbanos, com redes que ampliam sua presença em cidades de diferentes regiões do país.

Um exemplo é a Azul Empréstimo, especializada na oferta de soluções de crédito, que chegou à marca de 2 mil unidades comercializadas e projeta encerrar 2026 com faturamento de R$ 300 milhões.

Consumidor enfrenta decisão mais complexa

O crescimento da carteira de crédito não significa, necessariamente, que o acesso aos recursos tenha se tornado mais simples para o consumidor. Com taxas elevadas, as condições de contratação podem representar diferenças significativas no orçamento das famílias.

Para Ademilson Mendes, CEO da Azul Empréstimo, o cenário reforça a importância de analisar diferentes condições antes de assumir uma operação.

“O que vemos é um consumidor que continua precisando de crédito, mas que passou a enfrentar uma decisão muito mais complexa. Com juros altos, pequenas diferenças de taxa, prazo e custo total podem representar muito dinheiro no orçamento. Isso aumenta a importância de comparar alternativas antes de contratar”, afirma.

Nesse contexto, fatores como taxa de juros, prazo e custo total da operação ganham peso na decisão. A expansão do mercado ocorre, portanto, ao mesmo tempo em que cresce a necessidade de informação por parte de quem busca crédito.

Franquias avançam para além das capitais

O movimento do crédito também coincide com a expansão do franchising brasileiro. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No fim de março, o país contabilizava 204.908 operações de franquias. A expansão também alcança municípios fora das capitais: as redes de franquias já estão presentes em aproximadamente 70% das cidades brasileiras.

Entre os 30 municípios com maior faturamento do franchising nacional, 14 não são capitais. Juntas, essas cidades respondem por 24% da receita do grupo analisado pela ABF.

Para Mendes, a digitalização contribuiu para modificar a forma como empresas de serviços podem atuar regionalmente.

“Durante muito tempo, havia uma percepção de que determinados negócios precisavam estar concentrados nos grandes centros. A digitalização mudou essa lógica. Hoje é possível operar de uma cidade do interior e atender consumidores de diferentes regiões, enquanto o conhecimento do mercado local continua sendo uma vantagem importante”, explica.

A combinação entre presença física, tecnologia e conhecimento das características de cada mercado cria novas possibilidades para empresas que atuam na intermediação de serviços financeiros.

Inadimplência exige atenção

Apesar do crescimento do crédito, os dados também revelam desafios para o setor. Informações mais recentes do Banco Central apontam que a inadimplência das operações de crédito com recursos livres chegou a 6,4% em julho.

Entre as pessoas físicas, o índice alcançou 7,8%, aumento de 1,1 ponto percentual em 12 meses. O dado reforça que a expansão da oferta de crédito ocorre em um ambiente que exige atenção à capacidade de pagamento dos consumidores.

A combinação entre demanda por crédito, digitalização dos serviços financeiros e expansão das franquias para cidades do interior contribui para redesenhar a presença dessas empresas no território nacional.

No caso da Azul Empréstimo, a marca de 2 mil unidades comercializadas representa a aposta em um mercado cada vez mais distribuído geograficamente, enquanto o avanço do crédito mantém o segmento financeiro entre os setores que acompanham as transformações do consumo e dos negócios no país.