
Equipes de reportagem registraram denúncias de intimidação e agressões verbais e físicas enquanto apuravam irregularidades na oferta de transporte público gratuito neste domingo (25), em municípios do Pará. As agressões ocorreram no momento em que os comunicadores cobriam denúncias de recusa de atendimento e redução indevida de frotas de ônibus que deveriam garantir o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026.
De acordo com relatos encaminhados a entidades de imprensa e órgãos de segurança, profissionais foram abordados por indivíduos no entorno de garagens e terminais rodoviários enquanto colhiam depoimentos e documentavam a falta de veículos em circulação. Os agressores tentaram impedir os registros fotográficos e gravações em vídeo, criando momentos de tensão nos locais de apuração.
A denúncia soma-se a alertas emitidos por federações de jornalistas e associações de imprensa sobre o aumento de episódios de violência contra comunicadores ao longo do pleito eleitoral. Entidades do setor voltaram a cobrar das autoridades policiais e do Ministério Público a rápida identificação e responsabilização dos agressores, além do reforço na proteção de equipes em campo.
“A tentativa de impedir o trabalho da imprensa ao apurar o cumprimento do passe livre eleitoral constitui um ataque direto ao direito de informação e à fiscalização do processo democrático no país”, destacaram representantes de entidades de classe ao manifestarem apoio aos profissionais atingidos.
As ocorrências e relatos coletados pelas equipes de jornalismo foram encaminhados às autoridades competentes do estado do Pará e à Justiça Eleitoral para que sejam instaurados os procedimentos investigativos adequados sobre as agressões e sobre as denúncias de transporte irregular.