
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), tornou-se centro de uma representação judicial na tarde deste domingo (25), após coligações governistas e lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) solicitarem sua prisão à Justiça Eleitoral. A petição acusou a administração municipal de descumprir determinações judiciais para garantir a gratuidade e a oferta total da frota de ônibus urbanos na capital baiana durante o pleito de segundo turno das Eleições 2026.
As alegações sustentam que a circulação de veículos do transporte público de passageiros teria sido reduzida em bairros estratégicos de Salvador, dificultando o deslocamento da população até os colégios eleitorais. Diante das representações, a Justiça Eleitoral chegou a emitir ordens de liberação imediata das garagens sob pena de multa diária, enquanto a Polícia Federal acompanhou o cumprimento das fiscalizações nos terminais da capital.
Em contrapartida, o gestor municipal e integrantes da Prefeitura de Salvador rebatem integralmente as acusações, classificando o pedido de prisão como manobra de cunho eleitoral e garantindo que o sistema de transporte operou dentro dos patamares operacionais e das diretrizes fixadas para dias de votação. A defesa da gestão soteropolitana destacou que o planejamento de frotas atendeu ao plano operacional estabelecido para o transporte público gratuito na cidade.
"A tentativa de imputar crime eleitoral à gestão municipal é uma narrativa descabida, visto que o transporte público em Salvador operou com frota reforçada para assegurar a mobilidade dos eleitores em todas as regiões da cidade”, declararam interlocutores da prefeitura ao refutarem as representações encaminhadas às autoridades judiciais.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) passou a analisar os relatos encaminhados pelas coligações e pelas equipes de fiscalização antes de emitir parecer conclusivo à Justiça Eleitoral. O caso segue em acompanhamento pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que monitora a circulação das linhas de ônibus e o atendimento aos cidadãos até o encerramento dos trabalhos de votação.