
Brasileiros que vivem no exterior relataram filas em locais de votação neste domingo, 25 de outubro, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Publicações nas redes sociais registraram reclamações de eleitores em cidades como Paris, na França, e Lisboa, em Portugal. A votação fora do Brasil começou no sábado, dia 24, pela Nova Zelândia, devido à diferença de fuso horário entre os países.
Em Paris, imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram uma fila de brasileiros à espera para votar. Em Dublin, na Irlanda, uma eleitora também relatou problemas relacionados à falta de energia elétrica no local de votação. As publicações foram citadas pelo portal Metrópoles, que acompanhou os relatos durante o andamento do pleito.
Os registros divulgados nas redes sociais, porém, não representam necessariamente a situação de todos os locais de votação no exterior. Até o momento, as reclamações mencionadas se referem a pontos específicos, sem indicar que o problema tenha ocorrido de forma generalizada.
Votação começou pela Oceania
A Nova Zelândia foi o primeiro país a iniciar a votação do segundo turno das eleições brasileiras no exterior. As urnas abriram às 16h de sábado, 24 de outubro, pelo horário de Brasília. Poucas horas depois, brasileiros também começaram a votar em cidades da Austrália.
Às 20h de sábado, no horário de Brasília, foi a vez de seções eleitorais no Japão, na Coreia do Sul e no Timor-Leste iniciarem o atendimento aos eleitores. O processo segue os horários locais de cada país, por isso a votação começa e termina em momentos diferentes ao redor do mundo.
Quase 919 mil brasileiros podem votar fora do país
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. O eleitorado está distribuído por 134 países e representa pouco mais de 0,5% dos aproximadamente 158,7 milhões de eleitores registrados no país.
Diferentemente de quem vota no Brasil, os brasileiros que transferiram o domicílio eleitoral para o exterior participam apenas da escolha para presidente e vice-presidente da República. A organização da votação é coordenada pela Zona Eleitoral do Exterior, vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, com apoio das embaixadas e dos consulados brasileiros.
O número de brasileiros aptos a votar fora do país aumentou nos últimos anos. Em 2014, eram cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, o total chegou a aproximadamente 697 mil, segundo dados da Justiça Eleitoral.
A votação no exterior segue as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral brasileira. Os relatos de filas e de problemas pontuais de infraestrutura mostram as dificuldades enfrentadas por parte dos eleitores, enquanto o processo continua nos diferentes países conforme o horário de cada localidade.