
A campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal chegou à reta final com apenas uma doação de pessoa física registrada no Tribunal Superior Eleitoral. A ex-primeira-dama recebeu R$ 100 mil do empresário Simão Sarkis, dono de uma construtora sediada em Brasília. Outros R$ 3,4 milhões foram destinados à campanha pelo Partido Liberal.
Segundo os dados da Justiça Eleitoral citados pela Veja, a campanha de Michelle arrecadou cerca de R$ 3,5 milhões até o momento. Do total, praticamente toda a receita veio de recursos transferidos pelo próprio partido, enquanto a única contribuição de pessoa física registrada correspondeu aos R$ 100 mil repassados por Sarkis.
A estrutura financeira da campanha também inclui despesas já declaradas à Justiça Eleitoral. Os gastos chegaram a aproximadamente R$ 2,2 milhões, segundo os registros disponíveis. Entre os maiores pagamentos está um contrato de R$ 450 mil com um escritório de advocacia para a prestação de serviços jurídicos ao comitê da candidata.
Outro desembolso relevante foi destinado à Caravela Produções e Comunicação. A empresa foi contratada para serviços relacionados à captação, gravação, edição e finalização das peças utilizadas pela campanha de Michelle no horário eleitoral gratuito da televisão.
A concentração das receitas em recursos partidários ocorre enquanto Michelle aparece nas pesquisas entre os nomes que disputam as duas vagas disponíveis para o Senado pelo Distrito Federal. No levantamento Datafolha divulgado em 1º de outubro, ela registrou 23% das intenções de voto, enquanto Leila do Vôlei e Bia Kicis apareceram com 18% cada. A pesquisa ouviu 910 eleitores e teve margem de erro de três pontos percentuais.
Como há duas cadeiras em disputa no Distrito Federal, cada eleitor poderá escolher dois candidatos para o Senado. O mesmo levantamento apontou ainda que 10% dos entrevistados pretendiam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.
Os dados de arrecadação fazem parte da prestação de contas eleitoral, que permite acompanhar a origem dos recursos e os gastos realizados pelas campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza informações sobre receitas, despesas, doadores, fornecedores e outros dados financeiros das candidaturas por meio do sistema DivulgaCandContas.
A situação financeira declarada por Michelle mostra, portanto, uma campanha financiada majoritariamente pelo próprio partido, com uma participação limitada de doações individuais. Os registros disponíveis até a reta final da disputa apontam uma única contribuição de pessoa física, no valor de R$ 100 mil, enquanto a maior parte dos recursos veio do PL.