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Anna Torres leva “A Cigarra Autista” do Brasil para o mundo

Projeto inspirado em uma experiência de maternidade atípica reúne música, literatura, animação e educação em turnê internacional

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO
09/09/2026 às 15h30
Anna Torres leva “A Cigarra Autista” do Brasil para o mundo
Foto: Divulgação

No mês de setembro, a cantora, compositora, escritora e produtora cultural brasileira Anna Torres inicia a turnê internacional de lançamento de A Cigarra Autista – A Arte como Linguagem da Inclusão. O projeto reúne diferentes linguagens artísticas, como música, literatura e cinema, além de ações educativas, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o autismo, estimular a inclusão social e valorizar a preservação da Floresta Amazônica.

Inspirada na experiência de Anna como mãe de uma adolescente autista, a iniciativa apresenta Sibelle, uma cigarra autista que vive na Floresta Amazônica e encontra na arte e na música formas de expressão e conexão com o mundo. A personagem conduz uma narrativa voltada à diversidade, propondo reflexões sobre respeito, diálogo, acolhimento e as diferentes maneiras de perceber e interagir com a sociedade.

Entre os principais produtos do projeto está um curta-metragem de animação em 3D, disponibilizado em nove idiomas: português, francês, inglês, espanhol, italiano, mandarim, alemão, japonês e árabe. A produção também conta com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição e tem previsão de exibição a bordo de companhias aéreas internacionais.

O filme foi produzido pelo XCAVE Studios, estúdio internacional com sedes em Madri, Toronto, Londres e São Paulo. Entre os trabalhos associados ao estúdio está a série animada Seninha, inspirada na infância do tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna.

A agenda de lançamento começa no Brasil e segue para os Estados Unidos. Em 3 de setembro, o curta-metragem será lançado em 170 salas de 28 cinemas distribuídos por diferentes regiões brasileiras. No dia 10 de setembro, em Nova York, Anna apresenta a edição em inglês do livro The Autistic Cicada – Art as the Language of Inclusion, além de exibir o curta e realizar um showcase musical no Center for Family Support (CFS).

Dois dias depois, em 12 de setembro, a artista participa do Best of Brazil Global Awards, também em Nova York. Anna Torres é finalista da premiação na categoria de Melhor Cantora Brasileira no Mundo.

A programação internacional e nacional continua em 19 e 20 de setembro, quando a artista estará em São Luís, no Maranhão, como palestrante do evento Movemente. Na ocasião, o projeto será apresentado ao público, haverá exibição do curta-metragem e realização de espetáculo musical em português.

Mais do que uma produção artística, A Cigarra Autista – A Arte como Linguagem da Inclusão busca utilizar a cultura como instrumento de conscientização e aproximação. A proposta é alcançar famílias, educadores, instituições e comunidades de diferentes países, levando a discussão sobre autismo para espaços ligados à arte, à educação e à cultura.

A trajetória internacional de Anna Torres se estende por mais de três décadas. Radicada na França, a brasileira atua como cantora, compositora, escritora e produtora cultural. Em 2023, recebeu o prêmio Melhores do Brasil no Mundo, durante cerimônia realizada no Parlamento Britânico, em Londres.

Em 2024, Anna compôs uma canção em homenagem aos Jogos Paralímpicos de Paris e foi convidada a interpretá-la durante uma cerimônia de encerramento realizada na UNESCO, em uma programação voltada ao esporte, à inclusão e à diversidade.

A artista também participou de iniciativas culturais relacionadas à valorização dos Lençóis Maranhenses, colaborando com ações e negociações junto ao Governo do Estado e à UNESCO durante o processo que culminou no reconhecimento do parque como Patrimônio Natural da Humanidade.

A experiência pessoal como mãe atípica está no centro de A Cigarra Autista. A partir dessa vivência, Anna transformou questões relacionadas ao autismo em uma obra que combina literatura, música, cinema e educação. O projeto parte da compreensão de que a arte pode funcionar como uma linguagem capaz de aproximar pessoas, estimular a empatia e criar novas possibilidades de diálogo sobre as diferenças.

Toda diferença merece ser ouvida. Toda voz merece uma oportunidade de cantar.