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Gusttavo Lima é condenado a indenizar mulher expulsa de show

Justiça do Piauí fixou indenização de R$ 5 mil após episódio ocorrido durante Réveillon em Fortaleza

Peterson Baestero
Por: Peterson Baestero
06/10/2026 às 11h01
Gusttavo Lima é condenado a indenizar mulher expulsa de show
Gusttavo Lima durante apresentação em show. Foto: Reprodução/ Internet

A Justiça do Piauí condenou Gusttavo Lima e o Marina Park Hotel ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma mulher retirada de um show do cantor em Fortaleza. A decisão foi proferida em 30 de setembro e trata de um episódio ocorrido durante o Réveillon na virada de 2022 para 2023.

Durante a apresentação, Gusttavo Lima interrompeu o show e acusou a espectadora de jogar água em direção ao palco. Pelo microfone, o cantor pediu que ela fosse retirada do evento e afirmou que poderia devolver o valor do ingresso.

Após o episódio, Virginia Nogueira entrou com uma ação judicial. Ela alegou ter sido retirada de maneira vexatória e afirmou que a repercussão das imagens nas redes sociais provocou constrangimento e ataques virtuais. Na ação, a mulher pediu R$ 500 mil em indenização.

A defesa de Gusttavo Lima argumentou que a retirada foi uma medida de segurança diante de supostos arremessos de objetos contra o palco. O cantor também alegou culpa exclusiva da espectadora e negou a existência de ato ilícito.

O Marina Park Hotel, responsável pelo espaço onde ocorreu a apresentação, também foi incluído no processo. O estabelecimento afirmou que apenas havia cedido o local para a realização do evento.

Na decisão, o juiz Carlos Marcello Sales Campos reconheceu a existência de dano moral e estabeleceu a indenização em R$ 5 mil, responsabilizando Gusttavo Lima e o hotel de forma solidária. Os pedidos relacionados a danos materiais foram rejeitados.

A defesa de Virginia Nogueira informou que pretende recorrer da decisão para tentar aumentar o valor da indenização. A sentença ainda pode ser questionada pelas partes por meio dos recursos previstos na Justiça.

O caso voltou a repercutir nesta semana após a divulgação da decisão judicial, quase quatro anos depois do episódio que aconteceu durante a apresentação em Fortaleza.