
Falar sobre saúde mental pode ser o primeiro passo para buscar ajuda. É o que mostram relatos recentes de Gkay e Whindersson Nunes, que compartilharam experiências pessoais relacionadas ao sofrimento psíquico e à procura por atendimento profissional. Os depoimentos ganharam destaque durante o Setembro Amarelo e reforçaram a importância de encontrar espaços seguros para falar e ser ouvido.
Gkay revelou que recebeu diagnóstico de depressão e que atualmente realiza acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. Em entrevista, a influenciadora também contou que durante um período teve resistência ao tratamento psiquiátrico por causa do preconceito que tinha em relação ao atendimento médico nessa área.
Segundo a influenciadora, a perda do pai foi um dos acontecimentos que contribuíram para o agravamento de seu quadro. Ela também relatou ter enfrentado episódios de ansiedade e burnout antes de aceitar iniciar o acompanhamento psiquiátrico.
A experiência de Whindersson Nunes também passou pela busca de ajuda profissional. Em 2025, o humorista foi internado para cuidar da saúde mental e, posteriormente, falou publicamente sobre o período. Ao relembrar a situação, contou que chegou a perceber dificuldades para distinguir a realidade, o que contribuiu para a decisão de procurar tratamento.
Os relatos ajudam a ampliar uma discussão que vai além das pessoas conhecidas. A possibilidade de falar sobre o que se sente e encontrar alguém disposto a ouvir pode contribuir para que uma pessoa reconheça que precisa de apoio e procure os serviços adequados.
No Brasil, o cuidado em saúde mental também está disponível pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A porta de entrada pode ser a Unidade Básica de Saúde, onde o paciente recebe uma avaliação e, quando necessário, pode ser encaminhado para serviços especializados.
Para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, o Ministério da Saúde mantém a plataforma Pode Falar, que oferece escuta acolhedora e orientação de forma gratuita. O atendimento pode ser anônimo e funciona de segunda-feira a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília.
A orientação é procurar ajuda profissional quando o sofrimento emocional é persistente ou começa a interferir na rotina, nos estudos, no trabalho ou nas relações. Em situações de crise, a recomendação é buscar atendimento de saúde presencial.
Os depoimentos de Gkay e Whindersson colocam em evidência uma questão importante para o debate sobre saúde mental. Pedir ajuda não precisa ser o último recurso. Para muitas pessoas, pode representar o início de um processo de cuidado.