
A separação correta das redes de água da chuva e de esgoto é uma medida importante para evitar problemas no saneamento. Em Rio das Ostras, a Rio+Saneamento identificou 150 imóveis com ligações irregulares durante uma inspeção realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro, no bairro Cidade Praiana. A ação percorreu trechos das ruas Maranhão, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, com orientação aos moradores sobre o encaminhamento adequado das águas pluviais e os riscos de sobrecarga da rede de esgoto, especialmente em períodos de chuva intensa.
A iniciativa foi acompanhada pelo SAAE, Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio das Ostras, autarquia responsável pelas galerias de drenagem pluvial. As equipes da concessionária verificaram as ligações dos imóveis à rede coletora e buscaram identificar pontos em que a água da chuva é direcionada de forma irregular ao sistema de esgotamento sanitário.
Antes da atividade, os moradores receberam panfletos e mensagens pelo WhatsApp com informações sobre a ação. Durante a vistoria, os profissionais utilizaram uma máquina de fumaça atóxica, que permite identificar conexões irregulares nas tubulações.
A fumaça percorre a rede e ajuda a localizar pontos de entrada de água da chuva, como calhas e ralos externos ligados indevidamente ao esgoto. Quando há necessidade de uma vistoria interna, profissionais uniformizados e identificados entram em contato com o morador para explicar os procedimentos de regularização.
A rede de drenagem pluvial é destinada à condução da água da chuva. Já a rede de esgoto recebe efluentes domésticos, que são encaminhados para as Estações de Tratamento de Esgoto, ETEs.
Quando a água da chuva entra irregularmente na rede de esgoto, aumenta o volume transportado pelas tubulações. Em períodos de chuvas intensas, esse excesso pode provocar sobrecarga do sistema, rompimentos e extravasamentos. A separação adequada contribui para o funcionamento da infraestrutura de saneamento e para a redução dos impactos ambientais.
Outro problema que afeta a rede de esgoto é o descarte inadequado de resíduos. Até a primeira quinzena de setembro, a Rio+Saneamento realizou cerca de 1.800 desobstruções na rede em Rio das Ostras.
Entre os materiais encontrados estão óleo e gordura, restos de alimentos, fios de cabelo, tecidos, sacolas plásticas, absorventes, fraldas, preservativos e fio dental. Esses resíduos podem se acumular nas tubulações e dificultar o escoamento do esgoto.
Para evitar entupimentos, a orientação é não descartar lixo, óleo de cozinha, produtos de higiene ou restos de alimentos nos vasos sanitários, ralos e pias. O óleo de cozinha deve ser armazenado e encaminhado para pontos de coleta apropriados.
Desde maio, a Rio+Saneamento intensifica ações educativas sobre o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário, a padronização das ligações e os procedimentos para solicitar a interligação à rede. A concessionária também orienta a população sobre os cuidados necessários para evitar entupimentos e extravasamentos.
Christian Portugal, superintendente da Rio+ em Rio das Ostras, explica que o descarte inadequado de resíduos e as ligações irregulares comprometem o funcionamento das redes.
“O descarte inadequado de lixo e as ligações irregulares entre as redes de drenagem pluvial e de esgoto comprometem o funcionamento da infraestrutura urbana durante todo o ano. O sistema de drenagem pluvial é destinado à condução das águas da chuva, enquanto a rede de esgoto é dimensionada exclusivamente para conduzir efluentes domésticos até as Estações de Tratamento de Esgoto. Quando as águas da chuva são direcionadas de forma irregular para a rede de esgoto, o volume transportado ultrapassa a capacidade para a qual o sistema foi projetado. Esse excesso de vazão, especialmente durante períodos de chuvas intensas, pode provocar sobrecargas, rompimentos de tubulações e extravasamentos de esgoto. É fundamental que as ligações sejam realizadas corretamente para reduzir impactos ambientais, proteger a saúde pública e contribuir para a eficiência dos serviços”, destacou o superintendente.