
A Forbes divulgou a edição de 2026 da lista das mulheres mais ricas do Brasil, levantamento que reúne 50 brasileiras com patrimônio de pelo menos R$ 1 bilhão. Juntas, elas concentram uma fortuna estimada em R$ 329,17 bilhões, equivalente a 19,61% do patrimônio total considerado no ranking brasileiro de bilionários.
Entre os nomes apresentados, Vicky Sarfati Safra permanece como a mulher mais rica do país. Com patrimônio estimado em R$ 130,6 bilhões, considerando também a parcela atribuída à família, ela aparece na segunda colocação geral entre os bilionários brasileiros, atrás apenas de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.
Aos 74 anos, Vicky Sarfati Safra está ligada ao Banco Safra e é viúva do banqueiro Joseph Safra, morto em 2020. Segundo a Forbes, ela herdou cerca de metade da fortuna construída pelo empresário, enquanto os demais bens foram distribuídos entre os filhos do casal.
Além da participação patrimonial relacionada ao grupo financeiro, Vicky também mantém atuação filantrópica por meio da Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, voltada a iniciativas nas áreas de saúde, educação e artes.
O patrimônio atribuído a Vicky e sua família cresceu em relação ao levantamento anterior. Em 2025, a estimativa era de R$ 120,5 bilhões, enquanto a lista de 2026 aponta R$ 130,6 bilhões.
A lista de 2026 também chama atenção pela presença de mulheres que construíram suas próprias fortunas. Entre as dez primeiras, aparecem como self-made Luana Lopes Lara, cofundadora da plataforma de predições Kalshi, e Cristina Helena Junqueira, uma das fundadoras do Nubank.
Aos 30 anos, Luana possui patrimônio estimado em R$ 13,4 bilhões. Formada em engenharia pelo MIT, ela criou a Kalshi em 2018 ao lado de um colega da universidade e se tornou uma das bilionárias self-made mais jovens do mundo.
Cristina Junqueira, de 42 anos, aparece com patrimônio estimado em R$ 8,1 bilhões. Cofundadora do Nubank, ela integra o grupo de mulheres que construíram a própria fortuna e se tornou a primeira brasileira a alcançar a condição de bilionária por meio de uma fintech, segundo a Forbes.
Além de Vicky Sarfati Safra, Luana Lopes Lara e Cristina Junqueira, o levantamento reúne nomes ligados a grandes grupos empresariais brasileiros e internacionais.
Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela aparece com R$ 11,9 bilhões. Ligada à Itaúsa, ela também possui atuação no terceiro setor e preside o Instituto Alana.
Mariana Voigt Schwartz Gomes, acionista da WEG, aparece com patrimônio estimado em R$ 8,3 bilhões. Já Neide Helena de Moraes, ligada à família controladora da Votorantim, possui R$ 7,2 bilhões.
Entre as mulheres mais jovens do levantamento estão Dora Voigt de Assis, de 28 anos, e Lívia Voigt, de 22, ambas com patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões e herdeiras de participação na WEG.
A lista também inclui Vera Rechulski Santo Domingo, de 77 anos, ligada à família Santo Domingo e à AB InBev, com patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões. Fechando o grupo das dez, Márcia Pascoal Marçal dos Santos aparece com R$ 5,9 bilhões, associada à MBRF e à holding controladora da Marfrig.
A edição de 2026 mostra que as mulheres ainda representam uma parcela minoritária entre os brasileiros bilionários. Das 255 pessoas identificadas pela Forbes com patrimônio superior a R$ 1 bilhão, 50 são mulheres. O patrimônio conjunto desse grupo chega a R$ 329,17 bilhões.
A metodologia da Forbes considera principalmente participações acionárias com base nos valores de fechamento de 30 de junho de 2026. A publicação ressalta que, por trabalhar prioritariamente com informações públicas, os patrimônios estimados podem não contemplar determinados ativos privados, como imóveis, obras de arte, aeronaves e embarcações.
O levantamento, portanto, apresenta um retrato das maiores fortunas femininas brasileiras a partir dos dados disponíveis até a data de referência utilizada pela publicação, reunindo herdeiras, acionistas de grandes grupos e empresárias que construíram seus próprios patrimônios.