
Quem frequenta as praias de São Sebastião terá uma estrutura maior de proteção no mar. O município vai reforçar a atuação de salva-vidas como parte de uma estratégia para ampliar a prevenção, orientar banhistas e aumentar a capacidade de resposta em situações de emergência. A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar nº 3/2026, de autoria do prefeito Reinaldinho Moreira, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal na última terça-feira (19/8), e prevê inicialmente aproximadamente 30 profissionais distribuídos pelo município.
A proposta responde a uma demanda antiga de comunidades e associações de bairros que reivindicam maior presença de salva-vidas em diferentes praias. Com a ampliação da estrutura, a Prefeitura busca fortalecer a segurança em um litoral extenso, frequentado durante todo o ano e que recebe fluxo ainda maior de pessoas em feriados, férias e períodos de alta temporada.
São Sebastião já adota medidas de reforço da segurança no mar durante o verão. Na temporada 2025, 39 Guarda-Vidas Temporários (GVTs) contratados pela Prefeitura atuaram nas praias do município, integrados ao Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), com cobertura de Barra do Una, na Costa Sul, até Cigarras, na Costa Norte.
Para a temporada 2025/2026, a Prefeitura manteve a estratégia de contratação temporária e, em conjunto com o GBMar, abriu 30 vagas de GVTs municipais, sendo 10 preenchidas inicialmente e outras 20 destinadas a uma segunda turma. A atuação teve caráter temporário, vinculada à Operação Verão.
A nova proposta aprovada pela Câmara representa um passo diferente: estabelece uma base legal para ampliar a estrutura de proteção nas praias para além das contratações temporárias de verão, com cerca de 30 profissionais inicialmente e possibilidade de expansão conforme as necessidades do município.
A discussão sobre esse reforço já vinha sendo conduzida pelo Executivo. Em setembro de 2025, o prefeito Reinaldinho Moreira se reuniu com representantes do GBMar. Na ocasião, o prefeito defendeu que as comunidades fossem ouvidas sobre a implantação dos postos.
Mais do que ampliar o número de profissionais, a iniciativa fortalece uma política de prevenção. O trabalho dos salva-vidas começa antes da emergência, com orientação aos banhistas, identificação de situações de risco e intervenção imediata quando necessário.
Na prática, a população ganha profissionais preparados para identificar riscos, orientar os frequentadores e agir rapidamente diante de uma emergência. O reforço beneficia quem utiliza o litoral para banho, esporte e lazer e contribui para tornar as praias espaços mais seguros para a convivência e o turismo.
“São Sebastião tem uma relação muito forte com o mar, e nossa responsabilidade é garantir que esse patrimônio seja também um espaço cada vez mais seguro para quem vive e para quem visita a cidade. A ampliação da presença de salva-vidas é uma resposta a uma demanda antiga das nossas comunidades e, principalmente, um investimento em prevenção. Queremos profissionais preparados para orientar, identificar situações de risco e agir rapidamente quando necessário. Cada minuto pode fazer diferença quando estamos falando de uma vida, e é por isso que estamos fortalecendo essa estrutura em nossas praias”, afirmou o prefeito Reinaldinho Moreira.
O projeto estabelece uma estrutura inicial, com possibilidade de expansão futura conforme as necessidades de São Sebastião. A aprovação representa, assim, um passo para consolidar uma política de prevenção e salvamento no litoral.
Essa dimensão preventiva é especialmente importante em uma cidade turística. Parte dos visitantes não conhece as particularidades do mar de cada praia e pode não reconhecer sinais de perigo. A orientação de profissionais treinados ajuda a reduzir a exposição a situações de risco e aumenta a segurança durante a permanência no litoral.
O mar é um espaço de lazer, esporte, convivência e turismo e faz parte da identidade econômica e cultural de São Sebastião. Ampliar a presença de salva-vidas significa fortalecer a capacidade da cidade de prevenir ocorrências e proteger quem utiliza esse patrimônio natural. A medida transforma uma reivindicação antiga em uma ação concreta e abre caminho para que a cobertura seja ampliada conforme as necessidades do município.
O objetivo é agir antes que o risco se transforme em emergência, ampliando a capacidade de prevenção e, quando necessário, de resposta para proteger vidas.