Terça, 11 de Agosto de 2026
23°C 26°C
Recife, PE
Publicidade

A violência pode não ser física: reconhecer os sinais também é uma forma de proteção

Nem toda violência contra a mulher deixa marcas visíveis. Muitas vezes, ela aparece em comportamentos confundidos com ciúme, cuidado ou preocupaçã...

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO Fonte: Prefeitura de Petrolina - PE
11/08/2026 às 14h16
A violência pode não ser física: reconhecer os sinais também é uma forma de proteção
Foto: Reprodução/Prefeitura de Petrolina - PE

Nem toda violência contra a mulher deixa marcas visíveis. Muitas vezes, ela aparece em comportamentos confundidos com ciúme, cuidado ou preocupação, como o controle sobre roupas, amizades, dinheiro e rotina, além de humilhações, ameaças, chantagens e relações sexuais sem consentimento. Durante o Agosto Lilás, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, chama atenção para esses sinais e para a importância de reconhecê-los. A Lei Maria da Penha prevê diferentes formas de violência contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária.

A violência física atinge a integridade ou a saúde corporal da mulher. Já a violência psicológica pode envolver ameaças, humilhações, constrangimentos, chantagens, isolamento, vigilância constante, perseguição e comportamentos que diminuem a autoestima ou buscam controlar as ações e decisões da mulher. A violência patrimonial inclui situações como retenção ou destruição de documentos, objetos pessoais e instrumentos de trabalho, além do controle ou da subtração de recursos financeiros.

Na violência sexual, o consentimento é fundamental. Constranger a mulher a participar ou presenciar uma relação ou prática sexual não desejada, impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar uma gravidez estão entre as situações previstas na legislação. Já a violência moral envolve condutas que atingem a honra da mulher, como calúnia, difamação e injúria. A violência vicária, incluída na Lei Maria da Penha mais recentemente, ocorre quando uma forma de violência é praticada contra pessoas da família, dependentes ou da rede de apoio da mulher com o objetivo de atingi-la.

Reconhecer essas formas de violência é importante porque algumas situações podem acontecer de maneira gradual e acabam sendo naturalizadas dentro da relação. Em Petrolina, a Secretaria Executiva da Mulher atua no acolhimento, orientação e encaminhamento das mulheres em situação de violência, em articulação com os demais serviços da rede de proteção. Buscar informação e atendimento pode ser um primeiro passo para compreender a situação e encontrar apoio. A mulher não precisa enfrentar a violência sozinha.

Onde buscar ajuda: Patrulha da Mulher – 153; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) – (87) 3866-6625; Secretaria Executiva da Mulher/Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) – (87) 99165-1803; Central de Atendimento à Mulher – 180; Polícia Militar – 190.