
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, recomendou que moradores e turistas evitassem visitar a unidade na sexta-feira, 7 de agosto, devido à previsão de ventos fortes e muito fortes ao longo do dia. Segundo os institutos de meteorologia, as rajadas poderiam atingir até 90 km/h, especialmente entre o meio-dia e o início da noite, elevando o risco de queda de árvores, galhos, placas, estruturas metálicas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
A orientação foi divulgada após alertas emitidos pela Prefeitura do Rio, pela Defesa Civil Municipal e pelo COR-Rio – Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro. O parque informou que monitorava as condições meteorológicas em tempo real e alertou que trilhas, mirantes, acessos e demais atrativos poderiam ser fechados sem aviso prévio caso houvesse risco para visitantes e funcionários.
O Parque Nacional da Tijuca abriga alguns dos principais pontos turísticos da capital fluminense, como o Cristo Redentor, a Vista Chinesa, a Mesa do Imperador, a Pedra Bonita e diversas trilhas em área de floresta. Em situações de ventos intensos, aumenta o risco de queda de árvores e galhos, tornando a circulação em áreas abertas e de mata potencialmente perigosa.
O alerta foi emitido poucos dias após um vendaval atingir o estado do Rio de Janeiro, quando rajadas superiores a 100 km/h foram registradas em algumas cidades. O episódio provocou queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia, danos a estruturas, bloqueios de vias e transtornos no transporte público em diferentes municípios fluminenses.
De acordo com meteorologistas, os ventos previstos para sexta-feira, 7 de agosto, e sábado, 8 de agosto, estavam associados ao avanço de uma frente fria impulsionada pela atuação de um ciclone extratropical na Região Sul do país. Embora o sistema permanecesse distante do estado do Rio de Janeiro, sua circulação atmosférica intensificava os ventos sobre o litoral do Sudeste, favorecendo rajadas de forte intensidade.
Na capital, o Sistema Alerta Rio previa céu parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva a partir do fim da tarde. A combinação entre a frente fria e os ventos fortes poderia provocar mudanças rápidas nas condições do tempo ao longo do dia.
O COR-Rio informou que não era possível determinar com precisão quais bairros seriam mais afetados, já que a intensidade das rajadas poderia variar conforme o relevo e as características de cada região. Ainda assim, o órgão alertou para a possibilidade de quedas de árvores, destelhamentos, interrupções de energia, danos à sinalização urbana e impactos na mobilidade, incluindo interdições de vias e atrasos no transporte.
Diante do cenário, a Prefeitura do Rio orientou a população a evitar permanecer sob árvores, postes, marquises, andaimes e estruturas metálicas, além de adiar atividades ao ar livre e redobrar a atenção no trânsito.
Como medida preventiva, a Secretaria de Estado de Educação, a Faetec – Fundação de Apoio à Escola Técnica e a Uerj – Universidade do Estado do Rio de Janeiro suspenderam as atividades presenciais na sexta-feira, 7 de agosto. Outros municípios fluminenses também cancelaram aulas para reduzir os riscos durante a passagem do sistema meteorológico.
O prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, informou que as equipes municipais foram mobilizadas preventivamente e pediu que a população acompanhasse os alertas oficiais. A Defesa Civil reforçou a recomendação para que moradores e visitantes utilizassem os canais oficiais de monitoramento e evitassem deslocamentos desnecessários enquanto persistissem as rajadas mais intensas.