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Inverno eleva consumo de chás e movimenta indústria

Mudança no comportamento do consumidor e crescimento do mercado de bebidas naturais levam a Hilê Indústria de Alimentos a intensificar o planejamen...

REDAÇÃO
Por: REDAÇÃO Fonte: Agência Dino
04/08/2026 às 19h22
Inverno eleva consumo de chás e movimenta indústria
Imagem do Magnific

A chegada do inverno impulsiona, mais uma vez, o consumo de chás no Brasil, movimento que já deixou de ser apenas sazonal para se consolidar como tendência estrutural do mercado de bebidas naturais. Dados da consultoria Euromonitor International mostram que o consumo da bebida no país cresceu 25% entre 2013 e 2020, ritmo quase duas vezes superior à média mundial, de 13%. Levantamentos mais recentes da mesma consultoria indicam que, entre 2019 e 2023, o setor avançou mais de 40% e movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão apenas no último ano considerado pelo estudo.

O comportamento de compra também reflete a força da sazonalidade. Redes varejistas do setor alimentício têm observado crescimento nas vendas de chás no inverno, segundo informações publicadas pelo portal SuperVarejo. O cenário reforça que o frio segue como um dos principais gatilhos de compra da categoria, ainda que a demanda por versões geladas e funcionais já tenha reduzido parte da dependência histórica das baixas temperaturas ao longo do ano.

Parte desse crescimento é associada a um efeito que vai além da simples busca por aquecimento. Segundo conteúdo publicado pelo blog da Clinic Mais, com base em estudos sobre comportamento, aponta que o hábito de tomar chá em dias frios está ligado a sensações de conforto e proteção associadas pelo cérebro a momentos de pausa, o que ajuda a explicar por que a bebida passou a integrar rituais de autocuidado, e não apenas o gesto de aquecer o corpo.

Consumo de chá cresce além da sazonalidade

Para a Hilê Indústria de Alimentos, fabricante que desenvolve linhas de chás para marcas parceiras, a sazonalidade de inverno não se resume ao aumento pontual das vendas. Segundo a companhia, o período também revela uma mudança mais profunda na forma como o consumidor brasileiro se relaciona com a bebida, hoje associada a hábitos de pausa, autocuidado e bem-estar, e não apenas à tradição de aquecer o corpo nos dias frios. Essa mudança de percepção amplia o valor do produto e abre espaço para categorias que, até pouco tempo atrás, eram tratadas como nicho dentro do próprio setor de bebidas.

"O inverno naturalmente aumenta o consumo de chás, mas o que mais chama atenção é a mudança de comportamento do consumidor. Hoje, o chá faz parte de momentos de pausa, conforto e bem-estar, deixando de ser uma bebida consumida apenas por tradição", afirma Sandro Botta, CEO da Hilê Indústria de Alimentos.

Planejamento antecipado ajuda indústria a atender pico de demanda

Esse novo perfil de consumo exige da indústria um planejamento que começa meses antes do início da estação. Prever a demanda, garantir o abastecimento de matérias-primas e organizar a logística de distribuição tornaram-se etapas decisivas para que a produção acompanhe o pico sazonal sem comprometer a qualidade nem a disponibilidade dos produtos nas prateleiras.

Na Hilê, esse planejamento é sustentado por um parque fabril de mais de 10 mil m², equipamentos de padrão farmacêutico e capacidade para produzir aproximadamente 450 mil sachês de chá por dia, permitindo atender às oscilações sazonais com eficiência, rastreabilidade e controle de qualidade.

A antecipação, segundo a companhia, também evita rupturas de estoque em um período no qual a demanda cresce de forma concentrada em poucas semanas. "Para a indústria, atender essa sazonalidade exige planejamento. A produção precisa ser organizada com antecedência para garantir disponibilidade de matérias-primas, eficiência logística e abastecimento do mercado durante o período de maior demanda", explica Botta.

Ainda de acordo com o executivo, parte das preferências despertadas no inverno permanece ao longo do ano, o que tem levado a indústria a repensar portfólios antes tratados como sazonais.

Blends com especiarias, ingredientes naturais e formatos considerados premium têm ganhado espaço mesmo fora do período mais frio, em linha com o crescimento do mercado global de chá, estimado em US$ 159,53 bilhões em 2026, com projeção de expansão até 2031. O movimento indica que a sazonalidade deixou de ser o único motor de crescimento da categoria.

"Ao mesmo tempo, percebemos que algumas tendências permanecem mesmo após o inverno. Produtos com ingredientes naturais, blends diferenciados e formatos premium continuam conquistando espaço durante todo o ano", completa Botta.

O quadro descrito pela Hilê ilustra um movimento mais amplo do setor de bebidas naturais no Brasil. O inverno continua sendo um período decisivo para o desempenho comercial dos chás, mas o crescimento sustentável da categoria passa cada vez mais pela capacidade da indústria de interpretar mudanças de comportamento e adaptar produção, portfólio e logística ao longo de todo o ano, e não apenas durante os meses mais frios.

Para fabricantes que atendem diferentes marcas do setor, essa leitura de comportamento tende a se tornar tão relevante quanto a própria capacidade produtiva na definição dos próximos passos da categoria no país.

Para mais informações, basta acessar: https://hile.com.br/